Quer saber? Que se ame!

(Artigo para Revista Exclusive)

O calendário aponta que os dias correm mais rápido do que o tempo que você imagina precisar e consegue acompanhar. O dia mais meloso do ano se aproxima e os cenários são claros: para a esquerda vão aqueles que encontraram seu Swarovski ideal e têm corações alados sobre suas cabeças; para a direita, os que fingem não gostar da data por estarem sozinhos e saem como loucos à procura de bailes de solteiros pela cidade; e ao centro ficam aqueles que classificam essa como uma data simplesmente comercial e se recusam a comemorá-la – independente de estado civil.

O fato é que, para enamorar-se por outrem, você precisa, antes, se apaixonar por você. Olhar no espelho e conseguir pensar: “Cara, sou demais”. Colocar os braços em volta de si mesmo e se achar sortudo por ter um abraço que parece beijo. Se admirar pelo que você é, já foi e por tudo que ainda pode ser. Se encher de orgulho pelas conquistas, aprender com os fracassos e comer doce sem culpa. Andar enchendo o pulmão de ar para ficar ereto, posicionando o traseiro levemente para trás e com um sorriso estampado no rosto – afinal, estamos falando de você. Nada de narcisismo, por favor, está totalmente out. Estamos falando de amor, paunocu é outra coisa.

Quem se ama não precisa de ninguém além de si mesmo e faz do relacionamento com o outro algo complementar, não elementar. Mais paixão, menos clamor; mais intensidade, menos “daqui a pouco eu vou”. Uma vida sem paixão tem um gosto tão insosso que nem o tempero milagroso de sua mãe salvaria. Tem um motivo tão desmotivado que até o substantivo lhe deixará divagando sozinho. Tem um vazio tão imenso que a Via Láctea seria um cisco no olho em um dia de ventania.

Comece agora. Beijo no ombro, abraço no coração e um feliz doze de junho juntinho de você!

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